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Trabalho e renda: MPT discute criação de cooperativa de coleta seletiva no Eustáquio Gomes

Objetivo é proporcionar renda, trabalho digno e desenvolvimento sustentável à comunidade

Maceió/AL – O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) deverão discutir, no próximo dia 30 de janeiro, no Conjunto Eustáquio Gomes de Melo, a criação de uma cooperativa de materiais recicláveis no local. O objetivo é proporcionar renda, trabalho digno e desenvolvimento sustentável à comunidade, por meio da coleta domiciliar dos resíduos reaproveitáveis.

As instituições, junto com a Unitrabalho Ufal e a associação de moradores do Eustáquio discutiram o assunto em audiência realizada nesta terça-feira, 15, na sede do MPT. A criação da cooperativa deve atender cerca de 1590 residências, além de mais 890 moradias no Conjunto Santa Maria, o que totalizará quase 2500 domicílios atendidos.

Representantes do conjunto falaram do trabalho já desenvolvido por catadores avulsos (Rafael Maia/MPT)
Representantes do conjunto falaram do trabalho já desenvolvido por catadores avulsos (Rafael Maia/MPT)

Para a procuradora do MPT Adir de Abreu, a criação de mais uma cooperativa na capital aumenta a importância social do trabalho oriundo da reciclagem, já que o MPT busca que os catadores sejam vistos como profissionais dignos perante a sociedade. Com a criação da cooperativa, segundo Adir, a busca pelo trabalho na reciclagem aumenta a oferta de coleta seletiva e soma-se à atuação - bem-sucedida – de cooperativas da capital que passaram a ser remuneradas pela coleta residencial, após a atuação do MPT e de instituições parceiras junto ao município de Maceió.

Criação da cooperativa aumenta a importância social do trabalho da reciclagem
Criação da cooperativa aumenta a importância social do trabalho da reciclagem

O presidente da Associação dos Moradores do Eustáquio Gomes, Marcos André Vasconcelos, afirmou que o objetivo é que os moradores se mantenham com o próprio trabalho e sejam remunerados de forma justa, já que, de forma avulsa, conseguem muito pouco por cada quilo de material coletado. “Se os moradores conseguirem se manter em cooperativa, nosso sonho já será realizado. Queremos que eles se tornem independentes por meio da atividade”, disse Marcos.

Marcos Andrpe, da associação dos moradores, disse que objetivo é que catadores sejam remunerados de forma justa
Marcos Andrpe, da associação dos moradores, disse que objetivo é que catadores sejam remunerados de forma justa

A reunião para discutir a criação da cooperativa acontece às 14h do dia 30, na associação de moradores, com a participação dos moradores, MPT, Slum e Unitrabalho. A associação já identificou cerca de 30 catadores avulsos no conjunto e deve verificar mais moradores interessados.

Cooperativa na parte baixa

Neste mês, foi liberado o recurso judicial para a implantação de um ponto de coleta seletiva (PEV) e para a compra de equipamentos de proteção individual aos trabalhadores da Cooperativa dos Catadores do Bom Parto. A associação dos moradores, junto com o MPT e a Slum, fomentam a implantação da cooperativa de coleta seletiva no bairro para atender à demanda da reciclagem na parte baixa da capital.

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